Não estou segura de que aconteceu exatamente. Tão só umas quantas horas antes eu estava em uma das poucas livrarias restantes da cidade, perdida em meus pensamentos pesquisando na nova estante de livros de romance por algo diferente para ler. Nesse momento percebi a presença de alguém detrás de mim. Para minha surpresa era Adrian, meu amigo da infância. Ele começou a falar como se o tempo não tivesse passado, quando em realidade não nos víamos há mais de dez anos. Eu ofereci ir ao meu apartamento, um lugar alugado a só uns quarteirões de distância para poder falar tranquilamente. Adrian acetou imediatamente. Nem quinze minutos depois chegamos ao apartamento que fica no terceiro andar do prédio. As conversas eram variadas, desde nossas vidas nos últimos anos até nossos planos futuros. Em algum ponto comentei que estava escrevendo um livro e empolgada perguntei se queria ler conhecendo seu carinho pelas leituras de suspense e romances policiais. Adrian pare...
Nesse momento eu fui para a cozinha para servir uma xícara de café para mim, também lhe ofereci, mas ele estava tão concentrado na leitura que nem me ouviu. Estava na cozinha quando ouvi um grito cheio de terror, corri de volta para o quarto e o vi, deitado no chão que estava cheio de sangue que emanava de seu peito sem nenhuma contemplação. Tentei estancar o sangramento, todas minhas tentativas foram em vão, não sei quem chamou a polícia, suponho que um vizinho. Quando bateram na porta fiquei em choque, me levantei do chão e abri; não perguntei quem era, quando entraram ouvi a polícia chamar uma ambulância, mas já sabia que era tarde demais para isso. As perguntas começaram, uma atrás da outra, incessantes, mas eu não tinha respostas porque eu queria que alguém respondesse minhas perguntas, principalmente uma, o que aconteceu? A polícia continuou insistindo, eu entendi que era o trabalho deles, mas também esperava que entendessem que estava tão atordoada e confusa como el...