Não estou segura de que aconteceu exatamente.
Tão só umas quantas horas antes eu estava em uma das poucas livrarias restantes da cidade, perdida em meus pensamentos pesquisando na nova estante de livros de romance por algo diferente para ler. Nesse momento percebi a presença de alguém detrás de mim. Para minha surpresa era Adrian, meu amigo da infância. Ele começou a falar como se o tempo não tivesse passado, quando em realidade não nos víamos há mais de dez anos. Eu ofereci ir ao meu apartamento, um lugar alugado a só uns quarteirões de distância para poder falar tranquilamente. Adrian acetou imediatamente.
Nem quinze minutos depois chegamos ao apartamento que fica no terceiro andar do prédio. As conversas eram variadas, desde nossas vidas nos últimos anos até nossos planos futuros. Em algum ponto comentei que estava escrevendo um livro e empolgada perguntei se queria ler conhecendo seu carinho pelas leituras de suspense e romances policiais. Adrian parecia concentrado na leitura até que começou a fazer preguntas sobre a trama, apontando um e outro detalhe que chamava sua atenção.
Foi aí quando fui buscar uma caneta e pedi que escrevesse em um papel tudo o que ele achava que eu deveria mudar, destacar ou até mesmo acrescentar. Ele hesitou em fazer isso porque tinha medo de me ofender, mas eu lhe assegurei que não havia problema, ao final, as críticas são sempre boas. Eu o convenci de anotar suas ideias e ele começou a fazer pequenas anotações.
O que acontece a seguir depende de ti.
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