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Negativo

Nesse momento eu fui para a cozinha para servir uma xícara de chá para mim, também lhe ofereci uma a Adrian, mas ele estava tão concentrado na leitura que nem me ouviu. 

Quando preparava seu chá percebi que meu amigo atuava um pouco raro, as coisas que dizia eram corretas, mas sentia que só o fazia porque era o que se esperava dele. Volvi a sala e servi o chá só para mim. Adrian olhava diretamente ao livro, seus olhos completamente imóveis, mas sua mente estava em um lugar desconhecido. De um momento a outro seu semblante não era o mesmo, seu sorriso desapareceu e se levantou da cadeira dirigindo-se a livraria do apartamento ignorando todo o demais. Eu tentei falar com ele, chamar sua atenção de alguma maneira mais me levantei quando surpreendentemente percebi que seus movimentos eram fluidos, como se já conhecera donde estão as coisas em um lugar em que nunca tinha estado. Meu coração começo a bater como louca. Decidi sair da sala lentamente e me trancar meu quarto. Di tão só um passo quando uma sombra cruzou por minhas costas e um golpe me deixou inconsciente.  


As luzes azuleis e vermelhas me acordaram, ouvia a gente chorando, gritos e, ao mesmo tempo, um silencio absoluto. Caminhava por meu apartamento, a polícia estava na sala fazendo preguntas aos presentes mais a mim me ignoravam; foi aí que vi o corpo de uma garota coberto em sangue ser levado a um carro gris parecido a uma ambulância. Adrian estava na esquina detido por dois oficiais, ele somente olhava ao carro com satisfação. Sai do edifício para preguntar a meus vizinhos acerca sobre o que tinha acontecido quando ouvi a um polícia dizer meu nome com um tono entristecido. O corpo que vi antes estava sendo colocado dentro de uma bolsa negra, a sangue ainda pingava manchando o chão de vermelho. Eu me fiquei congelada ao ver as pulseiras que minha mãe me deu no pulso da garota, tudo o que tinha visto até esse segundo começo a ter sentido. 


Eu estava morta, Adrian me matou.  

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